Tibete

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O Tibete é uma região de planalto da Ásia, um território disputado situado ao norte da cordilheira do Himalaia. É habitada pelos tibetanos e outros grupos étnicos como os monpas e os lhobas, além de grandes minorias de chineses han e hui. O Tibete é a região mais alta do mundo, com uma elevação média de 4 900 metros de altitude, e por vezes recebe a designação de «o tecto do mundo» ou «o telhado do mundo»
  • Capital: Lhasa.
  • Geografia: O Tibete é a região mais alta do mundo, com uma elevação média de 4 900 metros de altitude.
  • Localização: Região da Ásia Central, situada a oeste da China, estendendo-se pelo Norte da Índia. Esta região é formada por um planalto que fica entre os Montes Cuenlum, a Norte, e os Himalaias, a Sul.
  • Língua: Tibetano.
  • Religião: Budismo Tibetano.
  • Habitantes: Cerca de 9.910.000 habitantes. (2014)
  • Área: 1.228.400 km².
  • Diferença horária: + 7 Horas que Portugal Continental.
  • Vestuário: Recomenda-se vestuário e calçado prático para as caminhadas, bem como agasalhos para as temperaturas baixas e ventos frios.
  • Clima: Clima variável, segundo a altitude. Abaixo dos 4 000 metros, o clima é semiárido com noites glaciais de Outubro a Fevereiro. Os dias são igualmente frios, e o vento sopra regularmente. O clima torna-se mais cálido de Maio a Setembro, porém as noites permanecem frias e os ventos empoeirados sopram regularmente. Acima dos 4 000 metros, faz frio permanentemente. As zonas centrais do Tibete são mais temperadas. No verão, chove no Sul do Tibete.
  • Cultura: A cultura Cipriota é muito rica em tradições históricas. O património edificado é muito importante revelando uma riquíssima herança grega e turca. Existem numerosos tesouros nacionais. Em Chipre podemos encontrar vestígios da mitologia grega em construções e obras escultóricas, um conjunto de Igrejas e mosteiros especialmente valioso com as montanhas de Troodos a esconderem 10 Igrejas Bizantinas classificadas pela UNESCO como Património da Humanidade. O país tem ainda um variado artesanato e muitos lugares arqueológicos
  • Segurança: Apesar de possuir uma baixa taxa de criminalidade em ambas as partes da ilha, deverá manter as habituais medidas de segurança, guardar bem o passaporte (de preferência manter uma cópia num outro local) e deixar os valores no cofre do hotel.
  • Passaporte: Com validade superior a 6 meses após a data de regresso.
  • Vistos: Visto obrigatório. Para se visitar o Tibete precisa-se de uma autorização especial do Governo Chinês. Só se pode viajar no Tibete comprando os serviços de uma agência de viagens, seja o tour privado ou em grupo.
  • Moeda: Yuan chinês (CNY): 1 euro = 10,32 CNY.
  • Alfândega: É proibido exportar antiguidades com mais de 100 anos.
  • Vacinas: Nenhuma vacina é obrigatória para entrar no Nepal.
  • Corrente Eléctrica: A corrente eléctrica é de 220V.
  • Conselhos: Recomendamos que leve Euros, embora se aceitem outras divisas. A maioria dos hotéis e grandes comércios aceitam normalmente cartoes de crédito. Como o serviço geralmente não está incluído, costuma-se deixar uma gorjeta de 10% nos hotéis e nos restaurantes.
  • Saúde: Não é aconselhável beber água corrente. É preferível beber água engarrafada e bebidas quentes como chá, café, etc.
  • Gastronomia e bebidas: A culinária tibetana reflete o clima e os costumes locais. O Tibete é caracterizado por poucas culturas que crescem em altitudes elevadas, embora haja certas áreas que são baixas o suficiente para cultivar um pouco de arroz, laranjas, bananas e limão. Uma das culturas mais importante é a cevada. A farinha de cevada torrada chamada tsampa, e é o alimento básico do Tibete. O Balep é um pão tibetano consumido no café da manhã e almoço. O famoso prato chamado Thukpa é consumido principalmente ao jantar, e é servido macarrão com legumes e caldo de carne. A culinária tibetana é tradicionalmente comida com varas de bambu, ao contrário de outras cozinhas do Himalaia, onde costumam comer com as mãos. Aqui são utilizadas pequenas tigelas de sopa , e os mais ricos têm taças geralmente de ouro e prata.Os pratos de carne são geralmente iaque , cabra ou carneiro, muitas vezes secos e cozidos como um guisado picante com batatas. A semente de mostarda é cultivada no Tibete, e, portanto, fazem muito uso delas na sua gastronomia. Os tibetanos comem muitas vezes queijo, manteiga e iogurte de iaque e bem preparado, o iogurte é considerado como um elemento de prestígio..
  • História: A história do Tibete só é conhecida a partir do século VII, quando é pedida em casamento uma princesa chinesa para casar com o rei do Tibete (635). Antes desta data, sabe-se que existiram tribos nómadas (Chiang) que se instalaram, desde o século II, no Noroeste da China. No século VII, os tibetanos eram adeptos de uma forma de xamanismo (Bön), mas como as mulheres do monarca Song-tsen Gampo, fundador de Lassa, eram chinesas budistas, este mandou chamar monges da Índia. Porém, este budismo estava repleto de práticas tântricas e magias, o que levou a que fosse feita uma fusão entre este budismo e a religião Bön. A este monarca é também atribuída a criação do exército e a introdução da escrita. A importância do Tibete foi crescendo a ponto de rivalizar com as dinastias chinesas Tang e Sung, no que diz respeito ao seu poderio militar e político. Contudo, entre os nobres foi surgindo uma certa rivalidade que acabou por levar à queda da monarquia tibetana (838), à respectiva fragmentação do Tibete em principados e à aniquilação do budismo, acabando por sucumbir a dinastia reinante em 905, o que levou o Tibete a afastar-se para sempre e a ocupar o papel que hoje detém na cadeia montanhosa. Em 1042, o monge indiano Atisha restaurou o budismo e, em 1207, os nobres e os monges caíram nas mãos do temível Gengis Khan. Porém, em 1239, o Tibete foi invadido pelos Mongóis o que levou os tibetanos a confiar as suas vidas aos superiores do Mosteiro de Sakya. O Budismo corrompido só foi restaurado com a ida para o Tibete de um asceta proveniente da China Central, Tsong-kha-Pa (c. 1356-1418) que obrigou o clero ao celibato e a uma disciplina monástica rigorosa. No final do século XV, e devido às novas normas introduzidas por este monge, nasceu o lamaísmo tibetano que assenta em dois chefes: o Dalai Lama, reencarnação do Bodhisattva que reside em Lassa, e o Panchen Lama, reencarnação de Buda (Amitabha), que reside no Convento de T-shi-lhum-po. No século XVI, o lamaísmo converteu ao budismo a Mongólia e, no século XVIII, os imperadores manchus da China intervieram no Tibete para afastar os zúngaros que o invadiam, instalando em 1720 uma base chinesa em Lassa e dando início ao protectorado sobre o Tibete que se iria manter até à revolução chinesa de 1911. Nesta altura, os ingleses, que tinham negociado um tratado com o Tibete em 7 de Setembro de 1904 para a abertura de novos mercados ao comércio britânico, uma vez que a conquista da Índia era o novo centro das atenções dos ingleses e aproveitando-se da fraqueza da China que reconheceu este tratado em 1906, ajudaram os tibetanos a expulsar os chineses, restaurando-se o 13º Dalai Lama que os chineses destituíram em 1910, quando invadiram o Tibete, obrigando-o a exilar-se na Índia. Em 1914, a Convenção de Simla restituiu a independência ao Tibete. Em 1951, é novamente anexado pela China de Mao Tsé Tung e transformado numa região autónoma, levando o Dalai Lama a refugiar-se na União Indiana e desaparecendo o Tibete como nação independente, sendo o genocídio uma prática corrente contra os tibetanos.